CONHEÇA AS "LESÕES DO CORREDOR"

  Lesões por esforço repetitivo ou “overuse”, são as lesões que mais atormentam o corredor, seja profissional ou amador.


   Este tipo de lesão pode ser bem compreendida pelo ditado “água mole em pedra dura...”. O estresse mecânico sendo repetido inúmeras vezes sobre uma estrutura (fáscia, tendão, ligamento, osso...) uma hora irá machucar, danificar o tecido e impedir ou dificultar o atleta de realizar seus treinos e provas.

   Embora a grande maioria de patologias que atacam o nosso corpo seja multifatorial, ou seja, possuem inúmeras causas, as lesões por overuse podem ser explicadas basicamente por duas variáveis:  intensidade x tempo (representadas pelo gráfico)​.

        

 Situações adversas, como, nutrição errada, falta de força e resistência muscular, corpo sem o descanso necessário, lesão prévia e, principalmente, erros na técnica e na execução do gesto esportivo, podem alterar esta curva do gráfico para baixo e, assim, o risco de acontecimento de novas lesões aumentaria algumas vezes.

FASCITE PLANTAR

A fascite se manifesta com uma dor na planta do pé, próxima ao osso do calcanhar. Mais intensa pela manhã   ou nos primeiros  passos após sair da cama, tende a melhorar com a movimentação ao longo do dia. Porém, longos períodos em pé, caminhando ou correndo podem fazer a dor reaparecer, podendo limitar treinos e provas.

Pronação do pé, aumento do deslocamento vertical (correr saltando), falha do rolamento do pé durante a absorção do impacto, são apenas alguns erros de movimento que ocorrendo, podem levar ao aparecimento da fascite

Entretanto, um movimento adequado não gera sobrecarga na fáscia plantar, por isso, para tratamento da fascite, o mais importante é corrigir o movimento da corrida para que ele deixe de sobrecarregar a fáscia e possamos treinar bem, sem dor.

SÍNDROME PATELOFEMORAL

A síndrome patelofemoral é multifatorial podendo ocorrer pela combinação de microtraumas repetitivos, mau alinhamento da patela, uso excessivo da articulação do joelho, desalinhamento do mecanismo extensor do joelho.

Além destes fatores, erros de movimento como valgo dinâmico, falha na absorção do impacto, báscula da pelve e avanço anterior do joelho durante a absorção do impacto são comuns durante a corrida podendo elevar o risco deste tipo de lesão.

Reforço e reequilíbrio muscular aliado à correção funcional do  movimento vão ajudar a minimizar, ou até mesmo, eliminar estes   erros e  o  risco  de lesões. 

 

Por se tratar de uma lesão por sobrecarga, é muito observada em corredores de longa distância.Vários fatores podem levar à síndrome da banda iliotibial em corredores, como por exemplo, varo dinâmico, quilometragem semanal maior que a normal, corrida em declive (downhill), fraqueza ou inibição da musculatura abdutora de quadril, báscula da pelve, pé plano e diminuição da amplitude de movimento da articulação do tornozelo.

Os principais músculos a serem trabalhados nos exercícios de fortalecimento  são os abdutores de quadril, dando ênfase para a fase excêntrica desses músculos. Porém, toda a musculatura de quadril e joelho deve ser trabalhada. Exercícios de propriocepção e treinos funcionais de corrida também devem ser realizados durante o processo de reabilitação.

ATRITO DA BANDA ILIOTIBIAL